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15 de novembro de 2010

Contorno de um dia feliz

E eu já sei que você é uma parte de mim, pois é em você que eu penso em todos os momentos, todas as horas. E é você, você, é você que eu quero levar para sempre comigo, para onde quer que eu vá. Por que é você que cuida de mim da forma mais linda do mundo e principalmente por que são seus braços que retomam o traço da minha cintura e abraça bem bem bem bem forte me fazendo esquecer das coisas ruins... E eu gosto de todas essas coisas, e eu repito pra mim mesma o quanto é grande essa sorte que eu tenho por ter te achado, quando eu sei que você repete aí para si mesma o quanto é grande tua sorte por ter me achado, e é repetindo, vivendo, construindo e revivendo que é com você que eu quero passar o resto da minha vida. Eu te amo por que você me ama e é assim que adoçamos nossas vidas. 

Obrigada por existir, meu benzinho. =)




13 de novembro de 2010

Frango de padaria fede


- Gostei da pontualidade. – Ela disse.

Café ou chá de camomila? Queria mesmo alguma coisa ardente – Água Ardente – mas a grana está curta, meu amor, digo pra mim mesma. Hoje você toma chazinho e amanhã você pode vê-la, fazer qualquer coisa legal, como cinema, livraria, é pequena demais parar ir a algum Rock Bar, como o Morrison. Às vezes a gente precisa de emoções, coisas diferentes, vê se me entende, vida de poeta não é conformista. Quando precisa da terapia, ela não pode. Puta que pariu. Se usasse drogas ainda teria a cocaína, se fumasse ainda teria o cigarro, sorte que ama e ainda tem amor. Amor constrói, a ausência derruba. Derruba o muro, castelo, sei lá o que por mais poético que possa parecer tudo incluso num texto sem sentido. Mas você tem ainda a certeza absolutamente clara que ninguém vai derrubar teu castelo bonito dessa vez, isso traz uma paz do caralho. Já quis escrever sem vírgula, parágrafo, letra MAIÚSCULA-MINÚSCULA, mas não pode, o perfeccionismo não deixa.

Esperando o telefone tocar, qualquer coisa como oi tudo bem, tudo e você, mas de alguém especial, aquele alguém do deserto. Carência afetiva machuca, cara, mata de verdade. Fica faltando um pedaço que o drama não consegue substituir. Quando não se sabe lidar com as faltas tudo fica três vezes pior. Voltando pra Casa, quase chorando, tinha aquelas porras daqueles frangos nojentos que enfiam a lingüiça no cu pra ficar recheado, ele fedia a carne morta, graças ao capeta sou vegetariana.

26 de julho de 2010

Eu queria ser poeta

Queria rimar, queria sonhar como criança. Queria ser poeta, por que poeta sofre, mas é bonito.Quando eu sofro não é bonito, por que eu não sou poeta.
Queria ser poeta gente, não daqueles que a gente conhece só por nome. Queria escrever coisas que as pessoas decorassem fácil e pudessem recitar em segundos. Como Pessoa. Queria ter pseudônimos e cada um com uma vida diferente, queria escrever, queria fazer disso minha vida e meu modo de ver as coisas.
Eu não tenho medo de dizer o que eu penso, consigo aguentar todas as consequencias. Mas eu queria explodir todos esses sentimentos de raiva, ingratidão com o mundo, de um jeito bonito de verdade. 


Um dia eu ainda serei poeta. 

12 de julho de 2010

Diário de bordo do dia 11 (Pra 12)



Passei mal à noite como nunca havia passado antes. Acho que por conta daquele sonho onde a garota de Freud ia embora a dor foi bem maior do que o simples enjoo. Doeu tanto, mas tanto, de um jeito que arrancou todos os meus sentidos. Acordei com tontura, por instantes não tive mais medo de nada que não fosse aquilo. A mulher dos alicates cuidou de mim enquanto eu chorava, e me retorcia de dor. Parecia que toda aquela conversa que havia acontecido horas antes tinha tido o meu resultado esperado. Isso me deixou extremamente feliz. Lembrei que tentei usar todos os artíficios disponíveis para comunicar a garota de Freud daquele resultado, daquela vitória, da nossa vitória. Agora estou juntando todas as peças para poder lembrar dela com aquela intensidade que ela me trás. Ainda tenho medo, mas agora o medo parece bem mais longe do que antes... As coisas parecem mais certas, a certeza vai aumentando, todas as coisas vão aumentando daquele jeito que eu vou perdendo o controle. Nessa circunstância que a nós vivemos agora, a coisa mais sensacional do mundo é isso, amar. Sem ter o controle.

 “É intenso, é daquele jeito que não conseguimos pensar mais em nada. Na verdade, até conseguimos, mas tudo direciona para você. A música do rádio, o trecho do poeta, a sala de aula, as filosofias e as piadas. Mesmo que você não saiba, tudo me trás você. Mesmo que você não conheça.”



6 de julho de 2010




Poderia me perder nessa vaidade que fascina. As coisas são extremamente mais bonitas quando você as toca, não é? Digamos que assim elas chegam a possuir um poder, um delírio louco de beleza selvagem, aquele mesmo poder que você usa para me agredir com essa sua pseudo-razão de uma grande pseudo-sabedoria, tudo em você tem um pseudo-antecedente. Sua beleza é algo extremamente selvagem e agressivo, como o dinheiro, como as jóias e como o consumismo dilacerante. Um dia alguém me disse que todo esse meu egocentrismo é só uma forma que eu uso para não aceitar minha baixa-auto-estima. Às vezes sinto uma vontade agonizante de matar, mas não pode ser qualquer um, tem que ser alguém com que eu possa alimentar meu ego.
Estou mentindo e blefando, não tenha medo, sou como aqueles cachorrões de boas famílias, só sou tremendamente grande e tenho aparência de extremamente agressiva, mas na verdade nada passa de uma suposta proteção contra o mundo. Não sou grande e nem tenho semblante autoritário, meu bem. Mas posso gritar.
Eu posso gritar de verdade, e não é por que você me dá meu teto que tem o direito de passar por cima de mim. Você não tem o direito e me rasgar tra-gi-ca-men-te com suas unhas e seu esmalte quase inexistente. Como é bonito ser mãe.
Dizem que eu sou projeto de poeta, onde já se viu, não é? Ainda falam que eu escrevo bem, mentira, alguns dizem que eu tenho o “poder” de me EXPRESSAR COM PALAVRAS, isso soa tão falso. Sinceramente acho que escrevo como qualquer um. Um dia me chamaram de pseudo-intelectual(de pseudos quem entende é você,sorry), queria mandar enfiar o pseudo no cu.

Bom, acho que é só isso.

3 de julho de 2010


     Enquanto estava aqui fuçando em alguns arquivos lembrei de você, assim senti uma incontrolável vontade de te ter nos braços, como se só isso pudesse me fazer feliz de verdade. Não queria muito, apenas você. E você me pareceu um farol, um porto-seguro no meio do nada. É incrível como neste mundo cheio de podridão vinda de todos os lados eu pude te encontrar, uma alma sem maldade e cheia de amor como você, que completa o meu eu cada dia mais e de uma forma cada vez mais singela.
     Tenho um extremo medo de parecer repetitiva, mas às vezes tudo o que eu tenho para falar se resume em pouca coisa, em poucas palavras mas em muitos desejos. Eu queria te dizer tanta coisa, mas tanta coisa, que não pode ser dita apenas em letras, por que se forem apenas palavras é provável que você não acredite ou que não compreenda. Eu queria dizer que estou me sentindo inteiramente leve agora, enquanto ouço aquelas músicas que me lembram você e escrevo em um caderno velho os meus sentimentos tão bonitos e sinceros.
      Cada dia que passa eu aumento mais minha certeza que é com você, somente com você que eu quero passar o resto da minha vida. Essa ideia me parece extremamente presente e possível por que você me faz feliz de um jeito diferente, de um jeito bonito e poético como ninguém nunca teve coragem de fazer. Eu confio em você, eu confio minha vida que não é lá grande coisa. Confio meus sentimentos que me permitem entregar-me loucamente a esse amor.  Quero ficar velhinha do teu lado, tenho certeza que você irá me amar mesmo quando eu não tiver mais essa carinha de criança.
   
      Só queria dizer que te quero para sempre.
      Nem o sempre é o bastante para poder ficar com você.

27 de junho de 2010



- Você não pode o deixar

- Por que não?

- Gostaria que ele te deixasse?

- Ele já me deixou faz muito tempo.

25 de junho de 2010

Saudade


Louca e consistente
De você.

D
E

V
O
C
Ê

Faz tão pouco tempo
Mas está doendo meu peito
Pois na saudade estou pensando
Sozinha me dilacerando.

Quando dói consigo sentir
Qualquer sensação não concluída
Com mais intensidade e fervor
Do que em qualquer outra partida.

Saudade

[S-A-U-D-A-DE]

[SAU-DA-DE]

Soletremos e pensemos
Em separações de letras e sílabas
O sentido continua igual
Como a dor que ela causa sempre invadida.

S
A
U
D
A
D
E

De alguém
De um cheiro
De um corpo
De uma vida.

De você ou de mim.

S
                A
                               U
                               D
                A
D
E            

               
Comigo é de um tempo
De uma dor
Que sinto sem medo
Que já perdi o horror.

SAUDADE

Só nós
Sozinhos
Com nós


Sem nós.


SAUDADE

24 de junho de 2010

Para não me perder, abri a boca e os olhos e me enchi de estrelas feio ela"


Tenho tentado escrever, mas estou muito feliz para isso. Tudo tem acontecido de uma forma bem rápida, e dessa vez não tenho medo. É uma mistura de cenas. O sabor do chambinho e a brancura do lírio. Na verdade, vai além disso tudo. É o espelho mais completo de mim mesmo. Estou com vontade de escrever tudo o que sinto e tenho sentido nesses dias... mas, é complicado dar nomes as coisas assim. Porque não existe nenhuma palavra que possa ser criada, pra escrever meus sentimentos. Eles não são escritos. Sinto tanta coisa bonita. Todas as flores, todas as estrelas, todo o mar, todo,todo...tudo. Meu coração já é de alguém. Tem endereço certo. Sigo as estrelas do meu céu. Me faz um bem tão bem feito. Não consigo mais escrever. As palavras saem voando com as borboletas... Fico só sentindo as melhores partículas da face da terra. Tudo isso me basta. Isso,você-neném!

[CaioF.]

20 de junho de 2010

Que Seja Doce



Te ver lendo Caio é saber que você me conhece por completo. Estou sentindo que estou compartilhando com você a minha parte mais poética, e você entende, e você sente comigo.
A coisa mais sincera que eu posso dizer é que você foi, até agora, a coisa mais sensacional que me aconteceu. A mais bonita e que me faz perder minhas palavras.
Te amo mais do que você pode imaginar.

"E a chave que faltava, há tanto tempo, finalmente pintou." [CF]

19 de junho de 2010

Diário de um dia triste





Queria falar com alguém, não sei se essa vontade surgiu por conta do silêncio que habita nesse lugar, talvez seja por isso mesmo. Pensei em descer as escadas e conversar um pouco com os vizinhos, entretanto, lembrei que passei  14 anos sem trocar olhares com nenhum deles, não faz sentido. Pareceria despresível demais.
Mas para dizer a verdade, não é isso que eu queria realmente.
Ele olhou para mim com aquele semblante matinal e perguntou se estava tudo bem, então eu disse que sim, de cabeça baixa sem parar de ler. Sem desistir do interrogatório de três palavras ele perguntou por que minha voz estava tão baixa e meus olhos quase fechados, quando eu fui dizer que estou com dificuldade para enchergar, as palavras soaram para dentro como se fosse um suspiro, DI-FI-CUL-DA-DE foi como pronunciar PA-RA-LE-LE-PI-DAN-DO-OS-SEN-TI-DOS, não sei se é assim que escreve.
Mas não ligo.
Às vezes eu chego a pensar que escrever é a mesma coisa que falar com o vento, o bom é que ninguém pergunta por que estou falando sozinha.

13 de junho de 2010

Esperança




Às vezes, como febre, baixa aquela sensação de que nada vai dar certo. Se essa dor tivesse olhos, provavelmente seriam verdes como esmeraldas – Jóia vadia.
Acorda, um copo de refrigerante, 5 xícaras de café, metade de um pão com manteiga e uma dose de esperança. Essa não pode faltar.
Encara a futilidade dos outros, o horror dos outros, o medo dos outros o seu medo. O nosso medo que vem acompanhado de outra dose de cafeína e esperança.  Esperança, essa não pode faltar.
Uma hora você cansa, você cansa do preconceito, do abandono, da falta de ter o que fazer ou da falta de não ter falta. Cansa de ser paranóica com acentos agudos e cansa daquele pelo único, maldito e fodido que tem no pescoço do professor ridículo de filosofia, mas ainda tem esperança.
Tem esperança, tem uma calça vermelha, tem medo, tem coragem, tem amor, tem muito amor, tem um ser amado, tem uma paixão.
Tem amor.
Tem amor.
Tem amor.

Tem esperança.

7 de junho de 2010

Hoje não tem texto punk



Só um monte de merda sem sentido.


Essa merda está sempre com os mesmos post's "Reclamação" "Caio Fernando" ahahaha!
Sorte que ninguém lê isso mesmo...Que ódio, cara, que ódio. Acho que havia esquecido que eu tinha esse lindo coraçãozinho de ser humano decandente, e também havia esquecido que eu odeio, puta merda, faz tanto tempo que não odeio alguém... Queria um abraço bem forte da Ju agora, e nem é por que só ela lê isso... Estou meio down... E com medo... E com todas essas merdas irritantes... Eu poderia ficar aqui escrevendo textos e mais textos de revolta, dizendo que odeio deus e o mundo (deus com letra minúscula mesmo, já que trata-se de um personagem fictício) entretanto, não vai mudar porra nenhuma, prefiro ficar quieta...
Sei lá, é como se o silêncio fosse o único jeito que eu posso achar para organizar as milhares de merdas que vivem acontecendo e eu não posso fazer nada para impedir. E nem se eu ficar citando, dizendo, ou fazendo poesia bonita da minha desgraça.
Afinal, amanhã estará tudo bem.

Meu bem, hoje pode me apunhalar.

4 de junho de 2010

Caio.



Você é uma parte de mim.
Você é minha parte poética e bonita, aquela parte que consegue rimar e escrever e sentir e ser feliz com pouca coisa.
Hoje eu lembrei como te conheci, você lembra?
Foi em um dia cinza, em que te achei perdido no meio de pó e no meio daquela melancolia matinal que me traz aquelas vontades que só você consegue entender com tal perfeição. Com aquela perfeição que eu quero citar.
E eu me encantei, eu me encantei como se fosse a primeira vez , o primeiro verso e a primeira coisa tão fantástica que eu já havia lido, era muito mais, me tocou, me arrastou e me levou pro seu mundo, que não é esse que a gente vive, é esse que a gente sente e que podemos descrever com aquelas palavras bonitas que conseguimos achar nas páginas mofadas dos antigos dicionários.
Eu conheço seu mofo.
Você diz o que eu quero ouvir e me faz sentir tudo aquilo. Me faz sentir a dor da Dulce e o encanto da Virginia, e eu tenho certeza que você me entende.

Só queria que você soubesse o quanto me encanta.
O quanto você é e sempre será uma parte de mim, a mais bonita.


Com amor,
Mais do que o Garcia.

"Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltaraão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais." [CF]

Hail And Kill


FALA PORRA!
FALA!


Me espanca, me machuca, mas não fica em silêncio.
Eu quero que você enfie essa faca em mim e diga que me odeia por que eu não sou igual você. Você não tem coragem, não é?
Não tem coragem de rebaixar toda essa sua pseudo-bondade e dizer que me odeia, que me despreza e que não liga, ou que liga demais.  É mais fácil assim. É BEM mais fácil assim.
Só tenho uma certeza: Meu lado não cede.
OUVIU?
NÃO CEDE! E NÃO VAI CEDER!
Cansei e é cada dia mais verdade e é cada dia mais visível toda essa merda que VOCÊ quer fazer e que eu NÃO vou deixar. Meu bem, não sou mais criança e eu posso decidir o meu próximo passo – que é cada dia um a mais... Longe de você.
Eu posso esperar, sabia? Posso esperar o dia em que você vai chorar, daí esse dia sua lágrima irá correr de um jeito muito mais dolorido que essa que caí de mim está agora. Não, isso não é vingança e nem nada tão obvio ou tão semelhante com esse sentimento repugnante que eu vejo que você possuí.

FALA
GRITA
ME ESPANCA
ME TRUCIDA
SÓ NÃO FIQUE

EM

SILÊNCIO...

2 de junho de 2010

Minha mãe não me ama por que eu gosto de heavy metal.



Eu nunca quis esfregar minha vida em você.
Foi assim, rápido. De um dia pro outro eu cresci e quis que você crescesse comigo, isso foi fatal. Você não tem o poder de acompanhar o meu passo, vou te deixar para trás, por que eu PRECISO correr.
Tem uma barreira entre nós que eu não consigo deter ou/e compreender, então ficamos assim como estranhas e desentendidas de qualquer coisa que eu cite, faça ou pense... Por que S-O-M-O-S D-I-F-E-R-E-N-T-E-S.
Tem certos dias em sua vida que você acorda e me detesta e tem outros que você me admira, eu já estou totalmente acostumada com qualquer decisão sua. Pois te conheço.
Cada dia estamos mais distantes e eu não faço nada para mudar, afinal tenho coisas literalmente mais importantes para fazer como estudar átomos e prótons enquanto você finge para mim e para si mesma que queria conversar, “se abrir” ou qualquer uma dessas outras coisas que não fazemos deis de quando eu me recorde – exista por gente/ser humano/normal/anormal.
Sabe o que eu reparei hoje?
Eu sou eu
Você é você
Nós...
Bem, isso não existe. 

22 de maio de 2010

Paranóia-Irritante




O texto que vem a seguir é irritante, inútil e fala sobre minha demência moral que durou cerca de... de... não sei quanto tempo.
Esse texto é sobre ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera conhecidencia.
Está frio. Isso eu sinto pois meu braço tem o que é semelhante a umas bolinhas, acho que são meus poros abrindo por conta do arrepio que o frio me causa. Eu tenho um medo agora e é um medo de alguma coisa que vai acontecer e que eu não vou poder mudar, que eu sinto – como o arrepio causado pelo frio – mas eu não sei realmente se vai acontecer, se soubesse esse medo unitário se transformaria em um medo + certeza do fato, isto é, eu não tenho um medo + certeza do fato, eu tenho um medo + paranoia irritante.
Eu digo que é uma paranoia irritante por que eu sei que irrita, aos outros. Eu sempre digo que não me importo com o pensar dos outros mas estou paranoica com o pensar deles, e paranoia-é-irritante, entende? Tá, eu sei que não entende, mas eu não quero que entenda, só não faça o olhar: ^o) Quando eu estou falando.
Estou ouvindo heavy metal, isso me relaxa, estou mais calma. Mais-calma. Mentira, não estou mais calma porranenhuma, mas se eu dizer que estou mais calma meu texto sem sentido terá um sentido, os meus pseudo-leitores acharam que eu escrevi para relaxar a minha pseudo-paranóia-irritante. Mas isso também é mentira.
Tenho um amigo que diz que quando eu estou deprimida fico direcionando os fatos para mim mesma e eu estou fazendo isso agora, mas não estou deprimida, estou paranoica e paranoia é irritante, entende?
Bateu um vento gelado agora, que veio da janela da cozinha, isso me causou outro arrepio. Quando me arrepio por conta do frio sinto uma sensação de tristeza que eu não consigo expor, mas se estivesse com ideias prontas não diria isso. Mas NÃO vou fechar a janela, isso seria fácil demais.
Sentimento: Acabaram de me dizer que quando estamos mal com tudo não conseguimos demonstrar sentimento, isso tem sentido? Sentido: Charles Manson dizia que ter sentido não faz sentido. Mas eu conheci essa frase não foi com ele me falando e sim com outra moça que me fez feliz por 24hs. Isso também é uma mentira, ela nunca me fez feliz, mas ela me enganou bem, talvez quando se é engano, se é feliz.
Está tarde e eu preciso dormir, mas não tenho sono, meu sono foi substituido pela minha paranóia-irritante. E outra, estou pensando em muitas coisas, isso tira meu sono. E outra, estou preocupada com uma coisa que eu não sei bem definir e isso também tira meu sono.
PARA-DE-TER-ESSA-PARANÓIA-IRRITANTE!-PORRA!
Todo sábado é assim, sábado é o dia destrutivo da semana.
Ah, meu bem, não adianta se proteger do escuro, você sabia que ele voltaria, não sabia? Ele é mais forte que você, ele vem, ele te arranca pedaço por pedaço do seu corpinho-fútil. E você NÃO TEM como fugir. Ele te rasga, você se rasga, ele só tem o poder de arrancar os pedaços, por que a merda toda você faz sozinha. E não é preciso motivo ou razão, só uma desculpa, então ela vem, como SEMPRE veio. E depois, só resta o final do arrependimento.
PARA COM ESSA PARANÓIA!
PARANÓIA É IRRITANTE!
PORRA!
Esse texto não tem edição, edição é coisa de bicha, e eu não sou bicha, sou só paranoica e irritante, escrevo errado e estou POUCO ME FODENDO, ninguém vai ler isso mesmo.

21 de maio de 2010

Uma história de fadas

Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar.
Era uma vez, também, nesse tempo (que nem tempo antigo, era, não; era tempo de agora, que nem o nosso), um homem que acreditava. Um homem comum, que lia jornais, via TV (e sentia medo, que nem a gente), era despedido, ficava duro (que nem a gente), tentava amar, não dava certo (que nem a gente). Em tudo, o homem era assim que nem a gente. Com aquela diferença enorme: era um homem que acreditava. Nada no bolso ou nas mãos, um dia ele resolveu sair em busca do País das Fadas. E saiu.
Aconteceram milhares de coisas que não tem espaço aqui pra contar. Coisas duras, tristes, perigosas, assustadoras, O homem seguia sempre em frente. Meio de saia-justa, porque tinham dito pra ele (uns amigos najas) que mesmo chegando ao País das Fadas elas podiam simplesmente não gostar dele. E continuar invisíveis (o que era o de menos), ou até fazer maldades horríveis com o pobre. Assustado, inseguro, sozinho, cada vez mais faminto e triste, o homem que acreditava continuava caminhando. Chorava às vezes, rezava sempre. Pensava em fadas o tempo todo. E sem ninguém saber, em segredo, cada vez mais: acreditava, acreditava.
Um dia, chegou à beira de um rio lamacento e furioso, de nenhuma beleza. Alguma coisa dentro dele disse que do outro lado daquele rio ficava o País das Fadas. Ele acreditou. Procurou inutilmente um barco, não havia: o único jeito era atravessar o rio a nado. Ele não era nenhum atleta (ao contrário), mas atravessou. Chegou à outra margem exausto, mas viu uma estradinha boba e sentiu que era por ali. Também acreditou. E foi caminhando pela estradinha boba, em direção àquilo em que acreditava.
Então parou. Tão cansado estava, sentou numa pedra. E era tão bonito lá que pensou em descansar um pouco, coitado. Sem querer, dormiu. Quando abriu os olhos — quem estava pousada na pedra ao lado dele? Uma fada, é claro. Uma fadinha mínima assim do tamanho de um dedo mindinho, com asinhas transparentes e tudo a que as fadinhas têm direito. Muito encabulado, ele quis explicar que não tinha trazido quase nada e foi tirando dos bolsos tudo que lhe restava: farelos de pão, restos de papel, moedinhas. Morto de vergonha, colocou aquela miséria ao lado da fadinha.
De repente, uma porção de outras fadinhas e fadinhos (eles também existem) despencaram de todos os lados sobre os pobres presentes do homem que acreditava. Espantado, ele percebeu que todos estavam gostando muito: riam sem parar, jogavam farelos uns nos outros, rolavam as moedinhas, na maior zona. Ao toquezinho deles, tudo virava ouro. Depois de brincarem um tempão, falaram pra ele que tinham adorado os presentes. E, em troca, iam ensinar um caminho de volta bem fácil. Que podia voltar quando quisesse por aquele caminho de volta (que era também de ida) fácil, seguro, rápido. Além do mais, podia trazer junto outra pessoa: teriam muito prazer em receber alguém de que o homem que acreditava gostasse.
Era comum, que nem a gente. A única diferença é que ele era um Homem Que Acreditava.
De repente, o homem estava num barco que deslizava sob colunas enormes, esculpidas em pedras. Lindas colunas cheias de formas sobre o rio manso como um tapete mágico onde ia o barquinho no qual ele estava. Algumas fadinhas esvoaçavam em volta, brincando. Era tudo tão gostoso que ele dormiu. E acordou no mesmo lugar (o seu quarto) de onde tinha saído um dia. Era de manhã bem cedo. O homem que acreditava abriu todas as janelas para o dia azul brilhante. Respirou fundo, sorriu. Ficou pensando em quem poderia convidar para ir com ele ao País das Fadas. Alguém de que gostasse muito e também acreditasse. Sorriu ainda mais quando, sem esforço, lembrou de uma porção de gente. Esse convite agora está sempre nos olhos dele: quem acredita sabe encontrar. Não garanto que foi feliz para sempre, mas o sorriso dele era lindo quando pensou todas essas coisas — ah, disso eu não tenho a menor dúvida. E você?

Aquele do EU sozinho.

Eu bebo o que  eu quiser
                            Eu fumo o que eu quiser 
Eu falo o que eu quiser
                          Eu faço o que eu quiser
Eu cheiro o que eu quiser
                         Eu amo quem eu quiser
Eu saiu com quem eu quiser
                       Eu dou pra quem eu quiser
Eu como quem eu quiser
                      E eu ADORO uma baixaria.

No God



A vida é uma puta desgraçada!

Que só quer me:

Foder
Foder
Foder
Foder
Foder


E ainda tem gente que não acredita.