9 de julho de 2009

Reparei que a poeira se misturava ás nuvens

Reparei que a poeira se misturava às nuvens,
e, sem pôr o ouvido na terra,
senti a pressa dos que chegavam.
Disse-me de repente: "Eis que o tropel avança".
Mas todos me olhavam como surdos,
e deixavam-me sem responder nada.
Vi as nuvens tornarem-se vermelhas
e repeti: "Eis que os incêndios se aproximam".
(Mas não havia mais interlocutores.)
"Eles vêm, eles não podem deixar de vir",
balbuciei para a solidão, para o ermo.
E já por detrás dos montes subiam chamas altas;
ou eram estandartes ou eram labaredas.
Perguntei: "Que me vale ter casa, parentes, vida?
Sou a terra que estremece? ou a multidão que avança?
Ó solidão minha, ó limites da criatura!
Meu nome está em mim? no passado ou no futuro?
Ninguém responde. E o fogo avança para meu pequeno enigma".
Apenas um anjo negro entreabriu seus lábios,
verdadeiramente como um botão de rosa.
"Death"
DEATH?
Por que me falas nesse idioma? perguntei-lhe, sonhando.
Em qualquer língua se entende essa palavra.
Sem qualquer língua.
O sangue sabe-o.
Uma inteligência esparsa aprende
esse convite inadiável.
Búzios somos, moendo a vida inteira
essa música incessante.
Morte, morte.
Levamos toda a vida morrendo em surdina.
No trabalho, no amor, acordados, em sonho.
A vida é a vigilância da morte,
até que o seu fogo veemente nos consuma
sem a consumir.

Cecília Meireles

~ Soneto 17 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

William Shakespeare

8 de julho de 2009

6 de julho de 2009

Zodiaco



Aterrorizando a cidade de San Francisco desde 1968, o serial killer Zodíaco, em cartas cheias de escárnio enviadas aos jornais, escondia pistas sobre sua identidade e usava astuciosas mensagens criptografadas que desafiavam as maiores mentes decifradoras de código da CIA, do FBI e da NSA. Nessa época, o autor, Robert Graysmith, era o cartunista de política do maior jornal do norte da Califórnia, o San Francisco Chronicle, de forma que estava lá quando cada uma das cartas criptografadas, cada mensagem codificada, cada farrapo de roupa ensangüentada das vítimas chegou à redação. Esta é a história real de uma caçada que se estende por mais de duas décadas e que ainda persiste. Ao longo dos anos, apenas fragmentos das cartas do Zodíaco foram revelados pela polícia ou reproduzidos e reimpressos pelos jornais. Neste livro está cada palavra que o Zodíaco escreveu à polícia.
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Com certeza vale à pena ler, o filme também é ótimo, mais o livro conta tudo com os mínimos detalhes possíveis. É fantástico!
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Carta que Zodiaco mandou a policia confirmando os indicios que ele foi o autor do assacinato do motorista de taxi Paul Lee Stine, mandou um pedaço rasgado da camizeta do taxista junto com a carta.




Um dos mais famosos criptogramas que Zodiaco mandou a policia.




Jim Morrison


"A primeira vez que descobri a morte… eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada, sangrando. Eu era apenas um miúdo e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que eu sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo... e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu, apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las."
E então ela deitou-se ao meu lado
Pude sentir o palpitar de seu peito...
O suor de seu corpo estava no meu
Acariciava levemente
Seu longo e louro cabelo
Apesar de tudo isso...
Sentia sua alma distante da minha
Parecia tão perto e tão longe...
Tentava me aproxima...
Mais nada adiantava...
Não adiantava causar o impossível
Ela permaneceu em meus braços
Por longos tempos...
Toquei meus lábios nos dela
Senti todo seu sarcasmo e frieza...
Ela adormeceu...
Então me levantei devagar...
Vesti-me... E sai de repente
A bela levantou-se pela manhã...
Revirou-se rapidamente pela cama...
E percebeu que estava sozinha
Novamente...

5 de julho de 2009




Catedral de Beauvais


Localizada a 60 km ao norte de Paris, a Catedral de Beauvais, também conhecida como a Catedral Inacabada, se destaca pela sua grandiosidade, mesmo tendo apenas o coro e dois transeptos construídos.
Destruída pelo fogo em 1180 e 1225, a Catedral, antes no estilo românico, teve sua reconstrução iniciada em 1225. O primeiro mestre construtor tabalhou na catedral por 20 anos e nesse período, além de construir sólidas fundações para a catedral e erguer as paredes do deambulatório até o nível das naves internas, utilizou seu grande conhecimento de engenharia e de arte projetando a catedral com uma maior luminosidade devido ao incremento de distância entre pilares (chegando a 8.22 m longitudinalmente) e elevando a altura de suas abóbadas a 48 m, permitindo assim maior entrada de luminosidade na nave através de seus clerestórios iluminados (um desafio para a época, pois as paredes do clerestório foram substituídas por vitrais, estes sem resistência alguma). Depois do trabalho de 5 anos do segundo mestre construtor (também desconhecido), a construção foi assumida por um terceiro mestre, o qual terminou a construção do coro e do deambulatório em 1272.
Porém, sem qualquer aviso prévio, em 1284 ocorreu a queda das abóbadas do coro, destruindo parcialmente a catedral e, junto com as abóbadas, caíram por terra as aspirações ao gigantismo da arquitetura gótica.
A causa da queda da estrutura é desconhecida até os dias de hoje, porém existem algumas hipóteses, dentre elas: a má qualidade da alvenaria do terceiro mestre construtor ou, como sugeriu Robert Mark, a ação do vento na lateral da estrutura da igreja causando sobrecarga e assim o colapso da estrutura. A reconstrução do coro, no estilo gótico e considerado modelo de perfeição com vitrais de 18 m de altura, se deu entre 1322 e 1337, justamente quando o quarto mestre construtor (também desconhecido), atribuindo à elevada distância entre os pilares a queda da estrutura, decidiu construir pilares intermediários entre os pilares da nave (pilares com hachura cheia no esquema ao lado). Apesar de muitas críticas, a colocação desses pilares não interferiu na beleza interna da catedral, porém, estruturalmente transformou as abóbadas do coro, antes quadripartidas, em hexapartidas (vide figura) fazendo com que fossem necessários novos pilares externos, entre os arcobotantes.
A Guerra dos 100 anos e a ocupação inglesa interromperam o trabalho por 150 anos. Após esse período, em 1500, Martin Cambiges, o quinto mestre construtor, deu início à construção dos transeptos, os quais foram acabados em 1532, já sob comando do sexto mestre construtor, Jean Vast. Com a catedral ainda inacabada, já que a nave ainda não havia sido construída, decidiu-se construir uma torre no cruzeiro. Após muita discussão sobre se a torre seria de madeira ou de pedra, em 1558 optou-se pela construção de uma torre de pedra, a qual foi iniciada em 1564 e terminada em 1569, atingindo uma altura de aproximadamente 151 m. Dois anos depois, os pilares centrais do cruzeiro que suportavam os esforços da torre demonstravam sinais de desgaste devido à sobrecarga. Estes pilares começaram a pender no sentido da nave, que, por ainda não estar construída, não fornecia apoio para a torre neste lado (vide figura). Foi então sugerida a imediata construção da nave buscando gerar esse apoio. A construção da nave teve seu início em 17 de abril de 1573; treze dias depois, a torre veio abaixo. Felizmente, neste momento os fiéis estavam em uma procissão fora da catedral, e, milagrosamente, nenhum perdeu a vida no acidente.
Desafiando, aparentemente, as leis da gravidade, a catedral apresenta, assim como as demais catedrais góticas um complexo esquema estrutural baseado em abóbadas de arcos pontiagudos e arcobotantes. Estes elementos estruturais possibilitaram que as paredes laterais da nave fossem mais altas e esbeltas, já que transferiam os esforços horizontais gerados pelo telhado, abóbadas e vento para contrafortes na periferia da igreja.
A torre nunca mais foi reconstruída e, em 1605, decidiu-se deixar a construção inacabada por uma série de motivos, entre eles: já haviam gastado todo o orçamento da construção e o estilo gótico já tinha perdido seu espaço, visto que já se estava então em pleno Renascimento, com a construção das igrejas sendo feita em outro estilo.

Construção de uma Catedral Gótica

A catedral era, seguindo uma visão hierárquica das igrejas, meramente uma moradia para bispos e sua assembléia religiosa. Porém, com o clima de grande disputa no início do período gótico, essas catedrais assumiram grandes proporções se tornando verdadeiros monumentos.
A construção de uma catedral gótica formigava com dúzias de trabalhadores dispostos em times de trabalho e que recebiam por aquilo que faziam.
Cada construção era supervisionada por um mestre construtor e por volta de 30 artesãos especialistas. Esses especialistas e alguns de seus mais habilidosos trabalhadores moviam-se de função em função aplicando lições aprendidas e passadas de um a um.
O mestre construtor atuava como um projetista, um artista e ainda como um artesão. Com o auxílio de réguas, compassos, esquadros e outras poucas ferramentas geométricas, ele fazia as plantas da catedral.


A planta básica da catedral gótica pouco diferia das encontradas em catedrais de períodos anteriores. Sob a forma de uma cruz, a catedral se dividia basicamente em: nave, transeptos, e coro. Na parte inferior da cruz se situava a nave central circundada por naves laterais; na faixa horizontal existiam os transeptos e o cruzeiro, e na base da nave tinha-se a fachada principal; existiam ainda torres, porém de localização variada.

Legenda:

1. Capela Radial
2. Deambulatório
3. Altar
4. Coro
5. Corredores laterais do coro
6. Cruzeiro
7. Transepto
8. Contraforte
9. Nave
10. Nave lateral
11. Fachada, portal.



A fundação das catedrais tinha por volta de 9 metros de profundidade e era formada por camadas de pedras (blocos de calcário) assentadas com argamassa cuidadosamente dosada de areia, cal e água sobre a terra argilosa no fundo da escavação.





Devido ao custo, os andaimes eram mínimos, assim os trabalhadores confiavam sua alma a Deus e andavam sobre flexíveis plataformas. Um perigoso momento para os trabalhadores ocorria quando as paredes atingiam suas alturas finais e os troncos de madeira para o telhado deviam ser elevados a essas alturas.




O telhado era colocado antes da construção das abóbadas. Auto-portantes, os telhados serviam de plataforma para a subida do maquinário empregado na construção das abóbadas de pedra.


Assim, com o telhado pronto, podia-se iniciar a construção das abóbadas.
Uma a uma, as pedras talhadas das nervuras eram colocadas sobre os cimbres de madeira e firmadas pelos pedreiros.
Entre os cimbres eram instaladas tábuas de madeira, as quais funcionavam como base para o assentamento das pedras durante a secagem da argamassa.
Após a secagem da argamassa, aplicava-se sobre as pedras uma camada de dez centímetros de concreto (buscando evitar fissuras entre as pedras).


Estando o concreto seco, as tábuas eram retiradas, seguidas pelos cimbres, finalizando-se a abóbada.




Também no "canteiro" da catedral estavam presentes os artesãos especialistas em fazer e juntar pedaços de coloridos e brilhantes vidros para completar os buracos deixados entre as pedras e formar enormes e belos vitrais. Várias cores eram obtidas unindo óxidos de metais e vidro fundido. O vidro era soprado e trabalhado em forma de cilindro e, após resfriado, cortado, com a ajuda de um instrumento a base de ferro quente, em pequenos pedaços, geralmente menores que a própria palma da mão.




Desta forma, a permanência intacta da maioria das catedrais góticas, sua beleza e grandiosidade atestam o desenvolvido conhecimento de princípios estruturais detidos pelos mestres construtores e, além disso, mostram uma capacidade maior dos mesmos: o ilusionismo, pois até os dias de hoje parecem construções realizadas em outro mundo.

4 de julho de 2009

Merda.

Acho que agora por conta estou mais louca do que nunca, por assuntos que desconheço... Isso é oque me irrita mais, eu não saber o porquê de estar mal novamente. Não, não é mamãe, não é papai... Porra sou eu. =) (merda!)

Obs. Vou cuidar do meu braço... (novamente machucado. [merda ‘2’] )

2 de julho de 2009

Roger. S2

Eu particulamente sempre gostei de textos, de todos os gêneros possiveis. Deis dos folosóficos, os bestas e os poéticos, nunca escrevi muito bem... Mais isso é um detalhe irrelevante =)
Os textos criticos até as musicas... Acho que toda musica é um belo poema. Pensando bem o Roger critíca a politica falando besteira, talves seje sempre assim... Ou não!

Informaçoes (in) Uteis


1 - Se você gritar durante 8 anos, 7 meses e seis
dias, produzirá energia sonora suficiente para
esquentar uma xícara de café... (Acho que não vale
a pena)

2 - Se você soltar pum direto durante 6 anos e 9
meses, produzirá gás suficiente para criar a
energia de uma bomba atômica... (Agora sim)

3 - A pressão produzida pelo coração humano ao
bater é suficiente para espirrar sangue a uma distancia
de 9 metros...

4 - O orgasmo de um porco dura 30 minutos! (Na
próxima encarnação, quero ser um porco!)

5 - Bater com a cabeça contra a parede consome 150
calorias por hora....(Ainda não consegui esquecer
aquele lance do porco)

6 - Os humanos e os golfinhos são as únicas
espécies que copulam por prazer... (É por isso que o
Flipper está sempre sorrindo? E porque o porco não está
incluído nessa lista?)

7 - A formiga consegue levantar 50 vezes o seu
peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado
o quando intoxicada... (O governo pagou por essa
pesquisa?).

8 - Os ursos polares são canhotos... (Quem
descobriu isso? Quem liga? Quem pagou pela pesquisa?)

9 - A pulga consegue pular a uma distância
correspondente a 350 vezes o comprimento do seu
corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de
um campo de futebol...

10 - A barata consegue sobreviver por nove dias
sem a cabeça antes de morrer de fome... (Arghhh!!!)

11 - O louva-a-deus macho não consegue copular com
a cabeça presa ao corpo. A fêmea inicia o ritual de
acasalamento arrancando fora à cabeça do macho...
(Vamos voltar ao assunto do porco.... é mais
interessante!)

12 - Alguns leões copulam mais de 50 vezes por
dia...
(Na próxima encarnação, eu continuo querendo ser
um porco... Prefiro qualidade a quantidade! Mas, se
não puder ser um porco, com certeza quero ser um
leão!).

13 - O paladar das borboletas está nos pés... (Eu,
hein?)

14 - Os elefantes são os únicos animais que não
conseguem pular.... (Onde está a novidade??)

15 - O olho de uma avestruz é maior do que o seu
cérebro... (Conheço algumas pessoas assim...)

16 - Estrelas do mar não tem cérebro... (Conheço
algumas pessoas assim também!)

17 - E não se esqueça: se alguém encher o seu
saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir
a testa. Mas, só precisa de 4 para esticar o braço e
dar um soco na cabeça desse imbecil!

(Mas e o porco, hein?!!!).

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1 de julho de 2009

Onde estamos?
O que aconteceu?

Está tudo mudado.

Está tudo tão diferente, tão confuso.

As pessoas não se importam como antes.

Há tantas revoltas

E tão poucas causas a defender.

Há tão pouca honestidade

E tantos motivos para se continuar assim.

Estão todos tão iguais,

Brigando serem diferentes.

Por que mudamos tanto?

Por que matamos tanto?

Há tantas formas de amor

E tão poucas pessoas para se amar.

Por que paramos de pensar?

Por que paramos de sonhar, se há tantos sonhos a sonhar?

Por que paramos de viver?

Há tantas vidas a viver.

Por que estamos tão sozinhos?

Por que nos sentimos tão desprezados? Tão inúteis? Tão covardes?

Por que nos entregamos a um amor platônico se já sofremos demais?

Quando seremos amados?

Quando seremos notados?

Quando seremos livres?

Quando teremos paz?

Será que um dia vamos conseguir o que queremos?

O que nós queremos???...