10 de julho de 2009

Fake Plastic Trees - Radiohead

Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins

It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time

All the time...






Árvores de Plástico Falsas

Um regador verde de plástico
Para uma falsa planta chinesa de borracha
na Terra artificial de plástico

Que ela comprou de um homem de borracha
em uma cidade cheia de planos de borracha
Para se livrar de si mesma

Isto a desgasta, isto a desgasta
Isto a desgasta, isto a desgasta

Ela mora com um homem quebrado(sem dinheiro)
um homem de poliestireno rachado
que só se esfarela e queima

Ele costumava fazer cirurgias
em garotas de oitenta anos
mas a gravidade sempre vence

E isto o desgasta, isto o desgasta
Isto o desgasta, isto o desgasta

Ela parece ser real
Ela tem sabor de real
Meu amor artificial de plástico

Mas não posso evitar o sentimento
Eu poderia explodir através do teto
se eu simplesmente me virar e correr

E Isto me desgasta, isto me desgasta
Isto me desgasta, isto me desgasta

Se eu pudesse ser quem você queria
Se eu pudesse ser quem você queria
o tempo todo, o tempo todo

Merda II

Não, não estou bem... Mais e se estivesse? A quem importaria? Tive insônia novamente, não sei o que fazer. Talvez procurar um psicólogo, ou um psiquiatra...

Ou logo o manicômio.

"Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais ama. Eu desisti. mas não pense que foi por falta de coragem de lutar, e sim por não ter mais condiçoes de sofrer..."

T...


9 de julho de 2009

Reparei que a poeira se misturava ás nuvens

Reparei que a poeira se misturava às nuvens,
e, sem pôr o ouvido na terra,
senti a pressa dos que chegavam.
Disse-me de repente: "Eis que o tropel avança".
Mas todos me olhavam como surdos,
e deixavam-me sem responder nada.
Vi as nuvens tornarem-se vermelhas
e repeti: "Eis que os incêndios se aproximam".
(Mas não havia mais interlocutores.)
"Eles vêm, eles não podem deixar de vir",
balbuciei para a solidão, para o ermo.
E já por detrás dos montes subiam chamas altas;
ou eram estandartes ou eram labaredas.
Perguntei: "Que me vale ter casa, parentes, vida?
Sou a terra que estremece? ou a multidão que avança?
Ó solidão minha, ó limites da criatura!
Meu nome está em mim? no passado ou no futuro?
Ninguém responde. E o fogo avança para meu pequeno enigma".
Apenas um anjo negro entreabriu seus lábios,
verdadeiramente como um botão de rosa.
"Death"
DEATH?
Por que me falas nesse idioma? perguntei-lhe, sonhando.
Em qualquer língua se entende essa palavra.
Sem qualquer língua.
O sangue sabe-o.
Uma inteligência esparsa aprende
esse convite inadiável.
Búzios somos, moendo a vida inteira
essa música incessante.
Morte, morte.
Levamos toda a vida morrendo em surdina.
No trabalho, no amor, acordados, em sonho.
A vida é a vigilância da morte,
até que o seu fogo veemente nos consuma
sem a consumir.

Cecília Meireles

~ Soneto 17 ~

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

William Shakespeare

8 de julho de 2009

6 de julho de 2009

Zodiaco



Aterrorizando a cidade de San Francisco desde 1968, o serial killer Zodíaco, em cartas cheias de escárnio enviadas aos jornais, escondia pistas sobre sua identidade e usava astuciosas mensagens criptografadas que desafiavam as maiores mentes decifradoras de código da CIA, do FBI e da NSA. Nessa época, o autor, Robert Graysmith, era o cartunista de política do maior jornal do norte da Califórnia, o San Francisco Chronicle, de forma que estava lá quando cada uma das cartas criptografadas, cada mensagem codificada, cada farrapo de roupa ensangüentada das vítimas chegou à redação. Esta é a história real de uma caçada que se estende por mais de duas décadas e que ainda persiste. Ao longo dos anos, apenas fragmentos das cartas do Zodíaco foram revelados pela polícia ou reproduzidos e reimpressos pelos jornais. Neste livro está cada palavra que o Zodíaco escreveu à polícia.
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Com certeza vale à pena ler, o filme também é ótimo, mais o livro conta tudo com os mínimos detalhes possíveis. É fantástico!
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Carta que Zodiaco mandou a policia confirmando os indicios que ele foi o autor do assacinato do motorista de taxi Paul Lee Stine, mandou um pedaço rasgado da camizeta do taxista junto com a carta.




Um dos mais famosos criptogramas que Zodiaco mandou a policia.




Jim Morrison


"A primeira vez que descobri a morte… eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada, sangrando. Eu era apenas um miúdo e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que eu sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo... e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu, apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las."
E então ela deitou-se ao meu lado
Pude sentir o palpitar de seu peito...
O suor de seu corpo estava no meu
Acariciava levemente
Seu longo e louro cabelo
Apesar de tudo isso...
Sentia sua alma distante da minha
Parecia tão perto e tão longe...
Tentava me aproxima...
Mais nada adiantava...
Não adiantava causar o impossível
Ela permaneceu em meus braços
Por longos tempos...
Toquei meus lábios nos dela
Senti todo seu sarcasmo e frieza...
Ela adormeceu...
Então me levantei devagar...
Vesti-me... E sai de repente
A bela levantou-se pela manhã...
Revirou-se rapidamente pela cama...
E percebeu que estava sozinha
Novamente...

5 de julho de 2009




Catedral de Beauvais


Localizada a 60 km ao norte de Paris, a Catedral de Beauvais, também conhecida como a Catedral Inacabada, se destaca pela sua grandiosidade, mesmo tendo apenas o coro e dois transeptos construídos.
Destruída pelo fogo em 1180 e 1225, a Catedral, antes no estilo românico, teve sua reconstrução iniciada em 1225. O primeiro mestre construtor tabalhou na catedral por 20 anos e nesse período, além de construir sólidas fundações para a catedral e erguer as paredes do deambulatório até o nível das naves internas, utilizou seu grande conhecimento de engenharia e de arte projetando a catedral com uma maior luminosidade devido ao incremento de distância entre pilares (chegando a 8.22 m longitudinalmente) e elevando a altura de suas abóbadas a 48 m, permitindo assim maior entrada de luminosidade na nave através de seus clerestórios iluminados (um desafio para a época, pois as paredes do clerestório foram substituídas por vitrais, estes sem resistência alguma). Depois do trabalho de 5 anos do segundo mestre construtor (também desconhecido), a construção foi assumida por um terceiro mestre, o qual terminou a construção do coro e do deambulatório em 1272.
Porém, sem qualquer aviso prévio, em 1284 ocorreu a queda das abóbadas do coro, destruindo parcialmente a catedral e, junto com as abóbadas, caíram por terra as aspirações ao gigantismo da arquitetura gótica.
A causa da queda da estrutura é desconhecida até os dias de hoje, porém existem algumas hipóteses, dentre elas: a má qualidade da alvenaria do terceiro mestre construtor ou, como sugeriu Robert Mark, a ação do vento na lateral da estrutura da igreja causando sobrecarga e assim o colapso da estrutura. A reconstrução do coro, no estilo gótico e considerado modelo de perfeição com vitrais de 18 m de altura, se deu entre 1322 e 1337, justamente quando o quarto mestre construtor (também desconhecido), atribuindo à elevada distância entre os pilares a queda da estrutura, decidiu construir pilares intermediários entre os pilares da nave (pilares com hachura cheia no esquema ao lado). Apesar de muitas críticas, a colocação desses pilares não interferiu na beleza interna da catedral, porém, estruturalmente transformou as abóbadas do coro, antes quadripartidas, em hexapartidas (vide figura) fazendo com que fossem necessários novos pilares externos, entre os arcobotantes.
A Guerra dos 100 anos e a ocupação inglesa interromperam o trabalho por 150 anos. Após esse período, em 1500, Martin Cambiges, o quinto mestre construtor, deu início à construção dos transeptos, os quais foram acabados em 1532, já sob comando do sexto mestre construtor, Jean Vast. Com a catedral ainda inacabada, já que a nave ainda não havia sido construída, decidiu-se construir uma torre no cruzeiro. Após muita discussão sobre se a torre seria de madeira ou de pedra, em 1558 optou-se pela construção de uma torre de pedra, a qual foi iniciada em 1564 e terminada em 1569, atingindo uma altura de aproximadamente 151 m. Dois anos depois, os pilares centrais do cruzeiro que suportavam os esforços da torre demonstravam sinais de desgaste devido à sobrecarga. Estes pilares começaram a pender no sentido da nave, que, por ainda não estar construída, não fornecia apoio para a torre neste lado (vide figura). Foi então sugerida a imediata construção da nave buscando gerar esse apoio. A construção da nave teve seu início em 17 de abril de 1573; treze dias depois, a torre veio abaixo. Felizmente, neste momento os fiéis estavam em uma procissão fora da catedral, e, milagrosamente, nenhum perdeu a vida no acidente.
Desafiando, aparentemente, as leis da gravidade, a catedral apresenta, assim como as demais catedrais góticas um complexo esquema estrutural baseado em abóbadas de arcos pontiagudos e arcobotantes. Estes elementos estruturais possibilitaram que as paredes laterais da nave fossem mais altas e esbeltas, já que transferiam os esforços horizontais gerados pelo telhado, abóbadas e vento para contrafortes na periferia da igreja.
A torre nunca mais foi reconstruída e, em 1605, decidiu-se deixar a construção inacabada por uma série de motivos, entre eles: já haviam gastado todo o orçamento da construção e o estilo gótico já tinha perdido seu espaço, visto que já se estava então em pleno Renascimento, com a construção das igrejas sendo feita em outro estilo.

Construção de uma Catedral Gótica

A catedral era, seguindo uma visão hierárquica das igrejas, meramente uma moradia para bispos e sua assembléia religiosa. Porém, com o clima de grande disputa no início do período gótico, essas catedrais assumiram grandes proporções se tornando verdadeiros monumentos.
A construção de uma catedral gótica formigava com dúzias de trabalhadores dispostos em times de trabalho e que recebiam por aquilo que faziam.
Cada construção era supervisionada por um mestre construtor e por volta de 30 artesãos especialistas. Esses especialistas e alguns de seus mais habilidosos trabalhadores moviam-se de função em função aplicando lições aprendidas e passadas de um a um.
O mestre construtor atuava como um projetista, um artista e ainda como um artesão. Com o auxílio de réguas, compassos, esquadros e outras poucas ferramentas geométricas, ele fazia as plantas da catedral.


A planta básica da catedral gótica pouco diferia das encontradas em catedrais de períodos anteriores. Sob a forma de uma cruz, a catedral se dividia basicamente em: nave, transeptos, e coro. Na parte inferior da cruz se situava a nave central circundada por naves laterais; na faixa horizontal existiam os transeptos e o cruzeiro, e na base da nave tinha-se a fachada principal; existiam ainda torres, porém de localização variada.

Legenda:

1. Capela Radial
2. Deambulatório
3. Altar
4. Coro
5. Corredores laterais do coro
6. Cruzeiro
7. Transepto
8. Contraforte
9. Nave
10. Nave lateral
11. Fachada, portal.



A fundação das catedrais tinha por volta de 9 metros de profundidade e era formada por camadas de pedras (blocos de calcário) assentadas com argamassa cuidadosamente dosada de areia, cal e água sobre a terra argilosa no fundo da escavação.





Devido ao custo, os andaimes eram mínimos, assim os trabalhadores confiavam sua alma a Deus e andavam sobre flexíveis plataformas. Um perigoso momento para os trabalhadores ocorria quando as paredes atingiam suas alturas finais e os troncos de madeira para o telhado deviam ser elevados a essas alturas.




O telhado era colocado antes da construção das abóbadas. Auto-portantes, os telhados serviam de plataforma para a subida do maquinário empregado na construção das abóbadas de pedra.


Assim, com o telhado pronto, podia-se iniciar a construção das abóbadas.
Uma a uma, as pedras talhadas das nervuras eram colocadas sobre os cimbres de madeira e firmadas pelos pedreiros.
Entre os cimbres eram instaladas tábuas de madeira, as quais funcionavam como base para o assentamento das pedras durante a secagem da argamassa.
Após a secagem da argamassa, aplicava-se sobre as pedras uma camada de dez centímetros de concreto (buscando evitar fissuras entre as pedras).


Estando o concreto seco, as tábuas eram retiradas, seguidas pelos cimbres, finalizando-se a abóbada.




Também no "canteiro" da catedral estavam presentes os artesãos especialistas em fazer e juntar pedaços de coloridos e brilhantes vidros para completar os buracos deixados entre as pedras e formar enormes e belos vitrais. Várias cores eram obtidas unindo óxidos de metais e vidro fundido. O vidro era soprado e trabalhado em forma de cilindro e, após resfriado, cortado, com a ajuda de um instrumento a base de ferro quente, em pequenos pedaços, geralmente menores que a própria palma da mão.




Desta forma, a permanência intacta da maioria das catedrais góticas, sua beleza e grandiosidade atestam o desenvolvido conhecimento de princípios estruturais detidos pelos mestres construtores e, além disso, mostram uma capacidade maior dos mesmos: o ilusionismo, pois até os dias de hoje parecem construções realizadas em outro mundo.

4 de julho de 2009

Merda.

Acho que agora por conta estou mais louca do que nunca, por assuntos que desconheço... Isso é oque me irrita mais, eu não saber o porquê de estar mal novamente. Não, não é mamãe, não é papai... Porra sou eu. =) (merda!)

Obs. Vou cuidar do meu braço... (novamente machucado. [merda ‘2’] )

2 de julho de 2009

Roger. S2

Eu particulamente sempre gostei de textos, de todos os gêneros possiveis. Deis dos folosóficos, os bestas e os poéticos, nunca escrevi muito bem... Mais isso é um detalhe irrelevante =)
Os textos criticos até as musicas... Acho que toda musica é um belo poema. Pensando bem o Roger critíca a politica falando besteira, talves seje sempre assim... Ou não!