7 de outubro de 2009

Todo carnaval tem seu fim



Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

“PUNK NOT DEAD”



Para Shakespeare, punk significava prostituta. Mais tarde, no inglês culto, virou sinônimo de miserável. E hoje, o que é punk?


história do movimento punk é tão contraditória quanto seus ideais e pontos de vista dentro do próprio movimento.

A versão mais aceita e conhecida é de que o movimento nasceu na Inglaterra em meados dos anos 60, no auge de uma das maiores crises econômicas que a Europa e principalmente a Inglaterra (acostumada a ser o pólo comercial da Europa) já havia enfrentado. Com as demissões em massa, a revolução industrial começava a mostrar seu lado frio e impiedoso. A selvageria do capitalismo era finalmente conhecida.

Os funcionários demitidos, sem nenhuma perspectiva de arrumar outro emprego, acharam uma forma de protesto “silenciosa” contra a industrialização (silenciosa, claro, até começar o movimento musical punk). Eles não concordavam com o ideal hippie; sua “luta” era contra a selvageria do sistema em que estavam. Suas roupas eram rasgadas pelo constante uso e seu visual tinha a intenção de chocar a conservadora sociedade inglesa da época. O protesto silencioso e sues adeptos foram apelidados, pelos jornalistas britânicos, de punk. Eram “os miseráveis contra a industrialização burguesa”.
Ramones

Quase simultaneamente, do outro lado do Atlântico, o movimento punk chegava ao continente americano, no início dos anos 70. Nos Estados Unidos, nas cidades mais caóticas (Nova York, Chicago, Detroit...), o movimento punk nascia, mas não sob o mesmo contexto de sua contraparte inglesa. A sociedade americana era, e ainda é, tão conservadora quanto à inglesa, da qual descende, mas seus motivos eram outros. Os punks americanos lutavam pela liberdade de expressão (que nunca existiu realmente no país), pela paz e pelo fim do racismo, dentre outras bandeiras próprias.

Graças ao regime militar, o movimento punk no Brasil é tardio. Só aparece por volta dos anos 80, já no fim da ditadura. Aqui, o fenômeno teve um outro rumo; se tornou mais uma das vozes contra o governo, há 24 anos no poder. Algumas coisas se mantinham do punk estadunidense, como a luta pela paz e pela liberdade de expressão.

Todos os três movimentos que, apesar de receberem mesmo nome, tinham “ideais” diferentes, partiam do mesmo princípio: o Anarquismo. Apesar do que se conhece como anarquia, o anarquismo prega uma estrutura social sem representantes, ou seja, sem governo ou autoridade. Promove a paz e a responsabilidade mútua. Todos os cidadãos são responsáveis pelos seus atos e o crescimento do “estado”, país. O anarquismo ganhou os sentidos de desordem, confusão, desmoralização, quando se tentou imaginar esta estrutura social em vigor, levando em consideração a sociedade já viciada em sua ambição e egoísmo. Estes conceitos ganharam ainda mais força quando os punks começaram a fazer uma espécie de distribuição de renda forçada. Era comum punks assaltarem pessoas e lojas para se manterem.
Sex Pistols

Hoje, o movimento tem outra atuação na sociedade. Um pouco mais aceito pela sociedade, o punk banalizou-se. Perdeu força, não é mais aquela voz estúpida e chocante com alguma influência. Hoje, poucos dos que se dizem punks sabem o que é anarquismo ou como interpretar a teoria anarquista. A música punk não tem mais a crítica social e as que têm, acabam caindo na banalidade, na mesmice, na falta de originalidade.

"Punk Not Dead". Isto é um fato, o movimento punk nunca vai morrer. É o auge da rebeldia adolescente. O movimento punk, romantizado por seus ideais igualitários, atende a todos os anseios da juventude até mesmo nas contradições, comuns tanto nos jovens quanto nos ideais punks. Mas onde este movimento vai parar? Pelo que vai lutar? Cairá na banalidade? Seria cômico se não fosse trágico, mas eu vejo o movimento punk como uma grande ONG, uma organização que faz muito estardalhaço, mas cuja ação não chega a metade do que anuncia.

4 de outubro de 2009

Sem Título


Às vezes eu me pergunto se Deus um dia vai nos perdoar pelo que fizemos uns aos outros… mas depois eu olho a minha volta e vejo que ele já nos abandonou a muito tempo. (Diamante de Sangue)



Desperation.

Não sei que lugar é esse em que cheguei, nem sei se é aqui que eu queria estar. Tentei de tudo pra ter uma boa vida, mas agora parece que tuda luta foi em vão. Sei que toda felicidade é temporária, mas ainda não aprendi o porquê de quando ela se vai, demora tanto pra voltar. Talvez eu tenha tido o mundo em mãos um dia e joguei fora. Talvez tudo aquilo não tenha passado de uma ilusão. Existem respostas que nunca teremos -em vida – e se conformar com o tão pouco de sabedoria que nos é dada é o que mais me dói. Essa noite não consegui dormir, e experimentei o árduo poder que nossa mente tem sobre nós. Logo eu , que pensava controlá-la, me vejo agora sob domínio dela.

São cenas, ações, palavras, que passam vagarosamente e me torturam dia após dia. ” Era feliz e não sabia” – penso. E penso mais: “Quantas vezes não poderei ser feliz sem o perceber novamente?”. Pois é. As coisas tem que mudar. Talvez essa seja uma felicidade que eu ainda não tomei conhecimento…mas, no momento, a minha única certeza, é a de que tudo pode piorar.

E eu penso assim porquê o pessimismo anula uma das maiores dores: A decepção.



Não tenho medo de altura, tenho medo é do impacto da queda.

(Vanilla Sky)

3 de outubro de 2009

Girl



E nessa noite driblada de mistérios
Confesso que sonhei com ela
Com sua presença sólida
Com sua alma límpida e singela...
Sonhei com seu rosto
Com seus olhos profundos de ternura
Seu semblante inocente como as águas
Que caiam sobre meu coração ardente...
Seu corpo exalava tudo
Traiam-me de emoções partidas
Exalava desejos...
Todos os desejos...
Vi seus cachos loiros sobre os meus
Ela estava tímida, envergonhada
Como um ator principiante em sua primeira cena
Nisso... Apenas apreciava sua presença
Acho que em todo esse tempo
Ofertei-lhe apenas meu sorriso
Meu mais puro e singelo sorriso
E o restante de minhas poucas esperanças...
Acho que poderia ter lhe dito minhas poucas palavras
Meio tímidas e sinceras...
Mas não tinha nada a dizer...
Então acordei...
Levantei da cama e fiquei pensando nela...
Nos seus olhos profundos...
Na sua beleza complicada...
Naquela garota...

30 de setembro de 2009

Clopam Band - With You



Tire seus pensamentos da minha mente
Tire o seu corpo sobre o meu
Isso não significa nada aparente
Não pense que eu não penso mais em você

Saia daqui agora
Mas pra voltar não demora não
Não quero que você me explore ainda mais
Nem quero sua presença longe de mim

[refrão]
Queria ter o poder, sobre você e sobre tudo aqui
Queria saber onde estou pisando agora
E onde estarei daqui à uma hora
Com você, com você, com você

Não tenho, mas aqueles sonhos banais
Que havia em minha mente há um tempo
Nem penso em você como antes
Não penso em te querer pra sempre
E sim em só ficar em paz

Antes de sair daqui
Se despeça com muito cuidado, isso pode refletir
Em seus momentos ao meu lado

[refrão]
Queria ter o poder, sobre você e sobre tudo aqui
Queria saber onde estou pisando agora
E onde estarei daqui à uma hora
Com você, com você, com você


Composição: Carolina Moreira (eeeu)

29 de setembro de 2009

Verbos Sujeitos



Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar

Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover...
Música pra te alcançar...
Refrão pra enternecer...
E agora só falta você

Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar

Quero...vou...fui...não vi...voltei...
Mas sei que um dia de novo eu irei



Zélia Duncan *-*

25 de setembro de 2009

Msn



Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's.
Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do Nick.

O espaço 'nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o MSN de Marcela Cordeiro.
Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o Nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um Nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa...

'A-M-I-G-A-S' o fim de semana foi perfeito!!!' acabou de entrar.
Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona.
Uma semana antes estava com o Nick 'O fim de semana promete'.

Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas.

O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o Nick ' Hoje tem mais balada! ', tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex. 'Polly em NY' acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda 'Eu em Nova York'. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP ?

'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu'
ou 'O Asa Arreia' na época do carnaval.

'Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.

'Maria Paula ocupada prá c**' acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.

'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas suas amigas piriguetes (perigosas).

'Marizinha no banho' acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu Nick para 'Marizinha bebendo água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o Nick 'Marizinha matriculando o moleque na natação'.
' < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @>ªªª .>ªªª>' acabou de entrar.
Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado.
Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX'.

'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que ta dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e Cia.

'VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP' acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.

'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro...' acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou Nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há seis meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
'Danny Bananinha' acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções 'digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!!

Vamos facilitar!!!!


Créditos: taste it

Anormal Infernal



E por que você precisa me ver?
Não é útil minha presença...
Não mais...
Mas você saberá que estou pensando em ti
Quando a brisa leve te invadir,
E um vento forte...
Mas sensato cobrir teu rosto...
Então meus mais puros pensamentos estarão em você
Aquelas coisas bonitas...
Que se vê em lugares falsos
Serão pensamentos verdadeiros
Serão vontades verdadeiras...
Mas isso não importa agora
Nem importaram jamais
O vento que me traz é o mesmo que leva
E ele levara... A mim... A minha presença e espírito
Ele me levara para aonde eu vim...
Para um lugar tão escuro quanto a mim
Para um breu tão manso quanto a minha mente
Mas você não terá medo...
Nem sentira desespero...
Nessa hora, vira aquela brisa...
Leve... Sólida... Inflexível...

24 de setembro de 2009

Você

Tudo faz lembra você!
A musica no radio...
Uma voz doce...
Sinto seu cheiro...

Onde você esta agora?
Para onde quer me levar?
Estou louco.
Apaixonado

Porque que sem você eu não sou nada?
Será que eu te conheço?
O que esta acontecendo?
Porque esta acontecendo?

Às vezes acho que você me ama...
Mas tem vez que acho que você me odeia...
Você me ama? Ou...
•... Você me odeia?

Por que me amaria?
Por que me odiaria?
Por que eu te amo?
Será que você me ama?

O que seria de mim sem você?
A chuva não me molharia...
A porta não fecharia...
O sol se escondia...

Por que será?

Sem você eu não seria o mesmo!!!
Sem você eu não teria chão pra pisar
Não teria água pra beber
Nem fôlego pra respirar

Seu amor chegou assim...
•... De repente.
Você me conquisto!
Iludi-me. Apaixonei-me, Me enganei...

Na verdade!
Você me enganou e me iludiu...
Machucou um pobre coitado coração,
Fez-me sentir inútil.

hoje me recuperei,
Mais você me deixou uma marca...
... Que nunca será esquecida!
Sabe qual?
A dor de uma paixão não correspondida!

Agora esquecerei o passado, viverei o presente e planejarei o futuro
Viverei mais,
Chorarei menos,
Sofrerei menos.

Pablo Helder

_________________________________________

Esse post eu dedico a um amigo, bem amigo, a uns sei lá uns 9 ou 10 anos... Meio tosco isso, quer dizer, meio tosco ele hauahaauahauaahu! Mas amo ele mesmo assim. Que coisa mais gay, enfim, ele que escreveu o poeminha legal =)

22 de setembro de 2009

O que é agnosticismo?




Agnosticismo é a postura de acreditar que o conhecimento da existência de Deus é impossível. É freqüentemente oferecido como um meio termo entre o teísmo e o ateísmo.

Compreendido desta forma, o agnosticismo é o ceticismo com respeito a tudo o que seja teológico. O agnóstico sustenta que o conhecimento humano é limitado ao mundo natural, que a mente é incapaz do conhecimento do sobrenatural.

Compreendido assim, um agnóstico poderia também ser um teísta ou um ateu. O primeiro seria chamado de fideísta, alguém que acredita em Deus puramente por fé. O segundo é às vezes acusado pelos teístas de ter fé na inexistência de Deus, mas a acusação é absurda e a expressão não faz sentido. O ateu agnóstico simplesmente não encontra nenhuma razão convincente para acreditar em Deus.

O termo 'agnóstico' foi criado por T. H. Huxley (1825-1895), inspirado por David Hume e Immanuel Kant. Huxley afirma que inventou o termo para descrever o que ele pensava torná-lo único entre seus colegas pensadores:
Eles estavam seguros de ter alcançado uma certa "gnose" -- tinham resolvido de forma mais ou menos bem sucedida o problema da existência, enquanto eu estava bem certo de que não tinha, e estava bastante convicto de que o problema era insolúvel.

'Agnóstico' veio à mente, ele diz, porque o termo era "sugestivamente antitético aos 'gnósticos' da história da Igreja, que professavam saber tanto sobre exatamente as coisas a respeito das quais eu era ignorante...." Huxley parece ter tido a intenção de que o termo significasse que a metafísica é, mais ou menos, bobagem. Em resumo, ele parece ter concordado com a conclusão de Hume no final de Investigação Sobre o Entendimento Humano:

Quando percorrermos bibliotecas, convencidos por esses princípios, que dedução temos que fazer? Se tomarmos nas mãos qualquer volume, de teologia ou metafísica escolástica, por exemplo, perguntemos: Ele contém algum raciocínio abstrato a respeito de quantidades ou números? Não. Contém algum raciocínio experimental a respeito de questões de fato ou existência? Não. Então lancemo-lo às chamas, pois não pode conter nada além de sofismas e ilusões.

A Crítica da Razão Pura de Kant resolveu algumas das principais questões epistemológicas levantadas por Hume, mas ao custo de rejeitar a possibilidade do conhecimento de qualquer coisa além das aparências dos fenômenos. Não podemos conhecer Deus, mas a idéia de Deus é uma necessidade prática, segundo Kant.

19 de setembro de 2009

Trainspotting

"Trainspotting”, do diretor Danny Boyle, foi eleito o melhor filme britânico lançado nos últimos 25 anos, segundo lista divulgada nesta terça-feira (1), pelo jornal “The Observer”. Adaptação do romance homônimo do escritor Irvine Welsh, o longa de 1996 conta a história de um grupo de jovens escoceses que mergulha no submundo para manter o vício em heroína.

Eu particularmente sou fã desse filme. Sempre tem nas Americanas tem pra vender pela bagatela de R$9,90. Se você ainda não conhece vale a pena assistir. O filme revelou o ator Ewan McGregor, que interpreta o protagonista Mark Renton.

Outra produção de Danny Boyle aparece na lista elaborada pelo jornal. “Quem quer ser um milionário?”, vencedor do Oscar deste ano, ocupa o nono lugar no ranking. A comédia “Os desajustados” (1987), de Bruce Robinson, e o drama “Segredos e mentiras” (1996), de Mike Leigh, ocuparam o segundo e o terceiro lugar.



1º “Trainspotting” (1996), de Danny Boyle
2º “Os desajustados” (1987), de Bruce Robinson
3º “Segredos e mentiras” (1996), de Mike Leigh
4º “Vozes distantes” (1988), de Terence Davies
5º “Minha adorável lavanderia” (1985), de Stephen Frears
6º “Violento e profano” (1997), de Gary Oldman
7º “Sexy beast” (2000), de Jonathan Glazer
8º “O lixo e o sonho” (1999), de Lynne Ramsay
9º “Quem quer ser um milionário?” (2008), de Danny Boyle
10º “Quatro casamentos e um funeral” (1994), de Mike Newell
11º “Desafio vertical” (2003), de Kevin MacDonald
12º “Esperança e glória” (1987), de John Boorman
13º “Control” (2007), de Anton Corbijn
14º “Naked” (1993), de Mike Leigh
15º “Under the skin” (1997), de Carine Adler


16 de setembro de 2009

The BigBrother



"Não é fazendo ouvir a nossa voz, mas permanecendo são de mente que preservamos a herança humana."
John George Orwell.

Em seu famoso livro 1984, George Orwell descreveu em que se transformaram as nações socialistas. Escreveu o excelente livro ainda na década de 1940, e já tinha os exemplos nazista e bolchevique para sua análise dos resultados práticos do socialismo. Mas ainda assim foi de uma clarividência incrível ao mostrar como funciona a mentalidade do socialista, e quais as conseqüências disso. Lembremos também que a propaganda de Stálin e sua “cortina de ferro” não deixavam transparecer ao mundo as atrocidades cometidas em casa. O “profeta” Orwell merece respeito por sua acurácia!

Orwell define que a nova aristocracia que tomaria o poder pelo socialismo seria composta, na sua maioria, de burocratas, cientistas, técnicos, organizadores sindicais, peritos em publicidade, sociólogos, professores, jornalistas e políticos profissionais. Esta gente, cuja origem estava na classe média assalariada e nos escalões superiores da classe operária, fora moldada pelo mundo do governo centralizado, onde a liberdade individual precisa ser combatida. Como o próprio autor diz, “comparada com os seus antecessores, era menos avarenta, menos tentada pelo luxo, mais faminta de poder puro e, acima de tudo, mais consciente do que fazia e mais decidida a esmagar a oposição”. A oligarquia procura o poder pelo poder, sem interesse real no bem-estar alheio. Não é a ditadura um meio para a “revolução”, mas sim a revolução um meio para se chegar à ditadura! São algumas características inerentes dos ícones do socialismo.

A manipulação da mente é um dos principais mecanismos da manutenção do poder. O advento da televisão tornou ainda mais fácil manipular a opinião pública, e pela primeira vez existia a possibilidade de fazer impor não apenas completa obediência à vontade do Estado, como também completa uniformidade de opinião em todos os súditos. A única base segura da oligarquia é o coletivismo, já que a riqueza e o privilégio são mais fáceis de defender quando possuídos em conjunto. Por isso a chamada “abolição da propriedade privada” sempre é defendida pelos socialistas, e acaba sendo, na verdade, a concentração da propriedade em um número bem menor de mãos, as dos donos do poder. Para isso, abusam da distorção lingüística, com termos abstratos como “justiça social”, “direito à cidadania”, “controle participativo da sociedade” etc. Pura retórica coletivista para a tomada de poder da nomenklatura.

No livro, Orwell diz que há quatro modos de um grupo governante abandonar o poder, podendo ser vencido de fora, permitindo o aparecimento de um grupo médio forte e descontente, perdendo a confiança em si e disposição de governar ou pela revolta das massas. Mas estas quase nunca se revoltam espontaneamente, e se não lhes for permitido um padrão de comparação, nem ao menos se darão conta de que são oprimidas. A classe média representa um perigo maior, e por isso é sempre o alvo principal dos governantes socialistas. Os impostos escorchantes já encomendaram sua extinção! A ameaça externa é muitas vezes usada como pretexto para aumento do controle interno, assim como fortalecimento do aparato militar do partido. Hugo Chávez que o diga!

O ódio é sempre fomentado, e quando não há inimigos reais, cria-se. Espera-se que o membro do partido viva num frenesi contínuo de ódio aos “inimigos” estrangeiros e aos “traidores” internos, desviando suas emoções para tais coisas. O “neoliberalismo”, o “império ianque”, o FMI, Bush, são todos os bodes expiatórios usados para despertar esse ódio instintivo. Não pode haver lugar para a razão, para uma busca imparcial de fatos. O domínio do sentimento sobre o cérebro deve ser total. O grande inimigo real do partido é o “pensamento independente”. Ele precisa ser abolido!

Um dos meios de controle mais interessantes, e bastante abordado por Orwell, é a manipulação da mente. O autor criou, em sua Novilíngua, o termo “duplipensar”, que representa a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias e aceitá-las ambas. A estupidez não basta. Pelo contrário, é exigido sobre o processo mental do indivíduo controle tão completo quanto o de um contorcionista sobre seu corpo. O Grande Irmão é onipotente e o partido é infalível. Para isso, deve haver uma incansável flexibilidade na interpretação dos fatos. O relativismo deve ser constante, sempre interpretando fatos sem objetividade, para que a “verdade” esteja eternamente com o partido. O passado deve ser alterado, e realmente vemos como os socialistas costumam reescrever a História com freqüência.

O membro do partido consegue dizer mentiras deliberadas e nelas acreditar piamente. Como descreveu Orwell, “esse particularíssimo amálgama de opostos: sabedoria e ignorância, cinismo e fanatismo, é um dos sinais que distinguem a sociedade (socialista)”. Vamos verificando essas características em todos os países ou partidos socialistas. Ora a “soberania nacional” diz que uma nação democrática não pode criticar outra sem liberdade, como quando Lula defendeu a Venezuela e Cuba das acusações americanas, ora a mesma “soberania nacional” é ignorada quando uma nação autoritária invade outra livre, como China no Tibete ou a ajuda venezuelana na revolução da Nicarágua. São eternos dois pesos, e duas medidas.

Todo partido socialista mantém alguns ou vários desses ensinamentos e características. O que interessa é o poder! Para isso, abusam do relativismo, mantêm sempre idéias contraditórias na mente, gastam bilhões em propaganda e lavagem cerebral, apelam para o culto à personalidade, escancaram no uso da novilíngua, com excesso de termos vagos e maleáveis, dependendo do que se queira defender no momento, e criam constantemente bodes expiatórios externos. O discurso é sempre coletivista, tentando aniquilar com o indivíduo perante a “sociedade”, o “interesse nacional” ou o “bem geral”. Desqualificam oponentes com rótulos, agressões pessoais constantes e apelo numérico, como se fosse o número de adeptos que definisse a lógica do argumento. O Estado é visto como um deus, mesmo que suprima a liberdade dos cidadãos nos mínimos detalhes. Detestam a liberdade de escolha. Todos devem obediência e amor ao “iluminado” Grande Irmão!

Xícara do infinito



Eu tenho uma xícara
A chamo de xícara do horror
Lá eu guardo minhas memórias
E minhas almas abstratas.

Eu tenho uma xícara
A chamo de xícara da insanidade
Lá guardo pedaços de mentes lúcidas
E ilícitas.

Eu tenho uma xícara
A chamo de xícara da luxúria
Lá guardo ouro e rosas perdidas
De pessoas famintas

Eu tenho uma xícara
A chamo de xícara de Jesus
Lá guardo promessas falsas de um mundo melhor
Minhas mentiras e meus fracassos

Eu tenho uma xícara
A chamo xícara da mentira
Lá guardo lâminas e comprimidos
Para encher-me de um pouco de mentira talvez verdadeiras

Eu tenho uma alma dentro de uma xícara negra
Com lascas que caiu ao chão
Tenho varias almas em varias xícaras
Que sem querer... Ficaram em mim então...

15 de setembro de 2009

I Get By With A Little Help From My Friends

Menina dos olhos não tão negros;
Dos cabelos não tão grandes;
Do rosto belo e sensível;
Com uma mente indivisível mais brilhante.

Garota com um coração fascinante;
Uma aparência exaustiva e um belo olhar;
Longe de já se admirar;
Uma coisa tão singela.

Menina que não esconde seus medos;
Seus temores ou horrores;
Que se passa por aquela cabeça;
Ofuscante e intensa.

Companheira de jornada pra sempre;
Sobre aquela amizade nobre que surgiu sem motivo;
Que veio do nada, traçando um novo hoje e amanhã;
Amiga das horas sombrias e sólidas;
Aonde nada mais se vê;
Alem daqueles olhos brilhantes e sensíveis...

-x-

Esse eu escrevi pra Peinha =D
Que vai me xingar pelo Peinha. Mais ela me chama de pirralha, então também tenho direitos, rs. Grande amiga. Mesmo, nas horas de rir horrores das minhas piadas toscas e também nas de chorar por motivos que ninguem sabe, rs.
Amo vc Ju =D